A Cagepa voltou ao centro do debate político na Paraíba após o Governo do Estado firmar um contrato de parceria com a empresa espanhola Acciona para atuar na gestão do saneamento em 85 municípios paraibanos.
A medida, realizada em parceria com o BNDES, gerou críticas da oposição, que passou a classificar a iniciativa como uma “venda” da companhia.
No entanto, o modelo adotado é de Parceria Público-Privada (PPP), o que significa que a Cagepa continua pertencendo ao Estado. Nesse formato, a empresa pública permanece como proprietária e responsável pelo sistema, enquanto parte da operação e gestão é compartilhada com a iniciativa privada.
Entre os críticos, o senador Veneziano Vital do Rêgo afirmou que o processo ocorreu sem amplo conhecimento dos municípios e da população.
Já o pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena, também criticou a decisão e questionou nas redes sociais o motivo da parceria, levantando dúvidas sobre a condução do processo.
O modelo de PPP, porém, já é utilizado em outros grandes eventos e serviços no estado. Um dos exemplos mais conhecidos é o São João de Campina Grande, que adota parceria semelhante desde 2017, na gestão de Romero Rodriguesà frente da prefeitura.
Durante sessão na Câmara de Campina Grande, o vereador Alexandre do Sindicato citou o caso da Cagepa ao defender o modelo, afirmando que o uso de PPPs já é uma realidade em diferentes setores da administração pública.
Outras cidades como Patos, Bananeiras e Santa Rita também utilizam parcerias semelhantes para eventos de grande porte.
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