O comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Ronildo, afirmou nesta segunda-feira (1º) que vê com bons olhos uma eventual cooperação internacional no enfrentamento às facções criminosas, mas ressaltou que qualquer ação deve respeitar a soberania nacional brasileira.
Ao comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas, o coronel destacou que o tema deve ser analisado sob duas perspectivas: a colaboração internacional no combate ao crime e a preservação da autonomia do país.
“Sou defensor da soberania dos países. Se houver colaboração dos Estados Unidos, respeitando a soberania do Brasil, isso pode ser positivo. Mas utilizar esse argumento para interferir na soberania nacional não é o caminho. Nosso país tem condições de combater a criminalidade”, afirmou.
Ronildo também defendeu o fortalecimento das políticas de segurança pública por meio de investimentos em tecnologia, inteligência policial e integração entre as forças de segurança estaduais e federais. Segundo ele, o combate ao crime organizado exige ações conjuntas e uma legislação mais rigorosa.
“O Brasil precisa continuar investindo maciçamente em tecnologia e inteligência policial para unir forças e ampliar o enfrentamento às facções criminosas”, destacou.
O comandante ressaltou ainda que a Paraíba e o Brasil possuem profissionais capacitados para conduzir esse trabalho, mas admitiu que a cooperação internacional pode contribuir no enfrentamento ao crime organizado transnacional, desde que respeitados os limites institucionais e legais.
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